A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/11/2021
Individualismo. Ignorância. Descrença. Crise de representatividade. Muitos são os motivos que levam os jovens a não se manifestarem politicamente. Em um país onde os jovens participaram de movimentos de extrema importância para a história como Os caras-pintadas, Diretas já e Jornadas de Junho, o desengajamento político da juventude contemporânea se faz preocupante. A estigmação do grupo político, a falta de identificação dos adolescentes e jovens adultos para com a classe política e a ausência de incentivos escolares ao engajamento político são os principais causadores da falta de participação da faixa etária.
Em primeira análise, podemos destacar que o principal desafio a ser enfrentado é o preconceito em relação ao jovem, vistos erroneamente como ignorantes e alienados politicamente. Tal preconceito, associado com a discriminação em relação aos políticos conduz uma relação de atrito: os mais novos não buscam se envolver por acreditar que os estadistas se tratam de corruptos e os mais velhos julgam que a participação de jovens em decisões importantes trará poucos proveitos. Dessa forma, jovens e políticos se afastam cada vez mais um do outro, ascendendo o individualismo na sociedade.
Outrossim, as escolas públicas brasileiras não incluem em seu plano educacional incentivos à luta pelos seus direitos e interesses políticos. Como consequência, a apatia se torna predominante entre os estudantes, que optam por apenas sofrer as consequências de escolhas tomadas por outros. Além disso, com a baixa participação dos mais novos, o futuro está fadado a ser dominado pelos poucos que se interessam no estadismo hoje, independentemente de seus ideais e valores.
A baixa participação política dos jovens está encaminhando a sociedade para um futuro antidemocrático. Logo, para contornar esta situação, cabe ao Ministério da Educação fazer campanhas de incentivo à participação política entre os jovens, através de capacitação de professores para abordarem o assunto de maneira eficiente em escolas e universidades, bem como promover palestras e oficinas sobre o assunto. Somente através da educação o Estado poderá engajar os jovens a participarem de maneira ativa na política.