A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/04/2022

Na década de 80, o Brasil sofria nas mãos de um regime ditatorial, mas a juventude da época se organizou e lutou pelo direito de participar politicamente no país por meio do voto. Na atualidade, o próprio modelo de sociedade vigente acaba desencorajando a participação do jovem na política. Além disso, outro problema é a educação no país, que não prepara o estudante para ser alguém politicamente ativo.

Nesse contexto, é importante destacar que a própria estrutura do corpo social contemporâneo é um fator que afasta os mais novos das atividades políticas. Sobre esse assunto, o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de modernidade líquida, informa que a volatilidade do mundo atual acaba fragilizando as relações sociais. Dessa maneira, os indivíduos estão preocupados com o bem-estar individual, e acabam deixando de lado o estado da coletividade. Como resultado, os jovens perdem o interesse de agir politicamente e buscar mudanças para a sociedade, pois estão focados em seus problemas pessoais.

Em segundo lugar, é necessário ressaltar que a educação brasileira não está preparando os alunos para atuarem como seres políticos. A esse respeito, o pedagogo Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, defende que a educação deve incentivar a capacidade crítica do estudante. Dessa forma, é necessário ir além do conteudismo vigente nas escolas brasileiras, para que o educando tenha uma base política. Assim, será possível construir um cidadão politicamente ativo, alguém que busca identificar e corrigir as mazelas sociais da comunidade.

Portanto, é necessário tomar medidas que aumentem a participação política dos mais jovens no país. Para isso, o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração e manutenção da área da educação no Brasil, deve promover mudanças no modelo de ensino atual, por meio da inclusão de debates entre os estudantes na grade curricular, com o intuito de desenvolver o senso crítico dos mesmos. Ademais, é necessário que os veículos de imprensa façam campanhas, tanto na televisão quanto nas redes sociais, que divulguem e motivem a ajuda ao próximo, a fim de diminuir o individualismo da sociedade.