A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/05/2022

O país verde e amarelo sempre apresentou grandes falhas em sua trajetória política. Somente durante o Brasil república nasceu as raízes de uma sociedade com direito ao voto, ainda que de forma censitária. Esse panorama, reflete no cenário atual, onde a coletividade jovem não demostra mais interesse em participar da política de sua nação. Essa realidade torna-se problemática pois impossibilita a transformação social. Dessa forma, esse problema ocorre em virtude da polarização política e da ausência de senso crítico.

Em primeiro plano, destaca-se a quebra da polarização política como ferramenta ao combate do desinteresse juvenil no voto. Assim, cabe citar a ditadura militar, período em que houve a mobilização popular e elitista em prol de um único direito, o voto. Todavia, a modernização trouxe a polarização e a bipartição do âmbito político em direita e esquerda. Nesse aspecto, precocemente o jovem é rotulado em algum desses polos, muitas vezes, antes mesmo de regulamentar seu título de eleitor. Como consequência, a grande maioria é afugentada e cria a ilusão de que o voto é uma obrigação e não um privilégio, em razão da desunião e da polarização.

Além disso, o senso crítico é fundamental para atrair a juventude para a política. Assim, é essencial citar uma das teses de Max Weber, a qual ele fala que o meio só pode ser mudado com a ação social. Mas, o jovem moderno não possui a percepção do seu papel na sociedade e visão de progresso, mesmo mediante ao fracasso histórico, uma vez que, não tem capacidade crítica para tal epifania. Logo, a solução desse conjunto de problemáticas culminaria no fim dessa problemática.

Portanto, os caminhos para pôr um fim a esse cenário catastrófico são atenuar o senso crítico limitado juvenil e a polarização política. Assim, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral, haja vista que é o órgão responsável pela coletânea dos novos títulos de eleitor, fundamentar medidas para incentivar o voto e a partição ativa do público jovem, por meio de simulações em colégios com teor educador de debates políticos junto com projetos sociais aplicados em locais públicos, para a criação de novos títulos de eleitor e inclusão da juventude. Com a finalidade de incluir todos os jovens a partir dos 16 anos na participação política.