A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/06/2022

A Constituição Federal, a qual consolida o Contrato Social brasileiro, estabelece a participação política como direito inerente a todos os cidadãos. Nesse sentido, é preocupante a limitada participação política da população jovem , visto que tem sua cidadania comprometida. Isso posto, é preciso discutir e combater os aspectos que determinam tal problemática, a saber: a falta de acesso a uma educação de qualidade, bem como o expressivo egoísmo da juventude brasileira.

Inicialmente, é notória a falta de uma educação de qualidade, que valorize os conceitos ligados à cidadania. Isso ocorre, porque, como afirmou Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadãos de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Isso é perceptível seja pela falta de instruções aos jovens, sobre as estruturas políticas e em como engajar-se nelas, seja pela ausência de capacitação aos profissionais para realizarem tal trabalho, nas escolas brasileiras. Confirmando a condição explicada por Dimenstein – cidadãos apenas no papel.

Ademais, o individualismo existente entre vários jovens faz com que não se envolvam socialmente e politicamente. Nesse cenário, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra “O Homem Cordial”, expõe o egoísmo presente na sociedade brasileira – que tende a priorizar ideais particulares em detrimento do bem-estar coletivo. Desse modo, observa-se que a juventude individual e egoísta, cercada pelo ambiente da Revolução Técnico- Científica e Informacional, não se preocupa com o meio social, muito menos com problemas enfrentados por tantos brasileiros, consequentemente se isentam de atuar politicamente e mudar essa conjuntura. Logo, é imprescindível a resolução do problema.

Portanto, a fim de que a juventude participe ativamente do âmbito político, medidas são necessárias. Cabe ao Ministério da Educação junto as escolas públicas e privadas garantir a abordagem de questões políticas nas salas de aulas – estruturas, níveis e atribuições, além de proporcionar treinamentos para aptidão dos professores, através de palestras semanais. Paralelamente, família e sociedade devem incentivar e desconstruir a mentalidade individualista dos jovens, com campanhas nas mídias sociais. Assim, o Contrato Social efetiva-se.