A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/08/2022
Entre 1984 e 1985, o movimento Diretas Já buscava por eleições diretas para presidente no fim da ditadura militar e foi um dos maiores movimentos civis da história do Brasil, com a participação de muitos jovens. Em contrapartida, na atualidade grande parte dos jovens estão desinteressados com a política de seu país. Nesse sentido, o pouco incentivo no ambiente escolar e o descrédito em relação aos políticos agravam essa situação.
Nessa perspectiva, é válido destacar que a falta de ensino da política nas escolas colabora com esse cenário. De acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, porém o incentivo a práticas políticas nas escolas não é aplicado, visto que grande parte da população mais jovem não está engajada com a participação política de seus representantes, isso gera uma população alienada e à merce de políticos que não são cobrados e nem fiscalizados pelos eleitores.
Além disso, a imagem distorcida dos governantes colabora com essa temática. Certamente, o descrédito em relação à política e àos políticos, causa uma crise de representatividade, aumento nos casos de corrupção e cada vez mais uma menor representatividade popular nos meios de cidadania. Isso dificulta um crescimento e desenvolvimento do país, visto que os representantes estão a favor da população, porém sem participação civil nada acontece.
Portanto, ao analisar a carência de práticas políticas no ambiente escolar e o descrédito da população em relação aos seus representantes, pode-se perceber que dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso, o Governo Federal junto ao Ministério da Educação deve incentivar maior abordagem de práticas políticas nas escolas, através de palestras, feiras, grêmios estudantis e outras atividades que influenciam conceitos ligados à cidadania. Desse modo, as participações de jovens na política será mais comum e o país poderia superar o problema.