A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/10/2022
Diretas já foi um movimento político formado, especialmente, por jovens - que reividicavam a volta das eleições diretas-, no final da década de 80 no Brasil. Diferentemente desse período histórico apresentado, atualmente, a juventude nacional mostra-se inerte quanto a participação política, dado que 82% não acredita nessa atuação, conforme pesquisas feitas pela revista “Veja”. Esse cenário de pouca contribuição juvenil na política recente é causado, principalmente, pelas crises políticas no território nacional, como também, pela falta de conhecimento da importância do seu envolvimento nessa área.
Diante dessa perspectiva, é válido mencionar que as adversidades no país, sobretudo, a corrupção, é um dos fatores para a baixo exercício político dos jovens. Isso se justifica porque, segundo estudos feitos pelo o jornal “O globo”, o “clima” de instabilidade economica, social e ambiental tem feito o eleitorado brasileiro desacreditar no Governo. Nesse sentido, conforme os dados do IPC (Indíce de Percepção da Corrupção), o aumento da taxa de corrupção, isso é, de 12% em seis anos no Brasil, um dos fatores que desistimula a atuação de adolescentes na política. Assim, conclui-se que esse “estado” de decadência no país gera diminuição da presença jovem na política.
Ademais, vale ressaltar que a desinformação acerca da significância da atuação nesse meio, outro motivo dessa apatia da juventude. Isso ocorre porque, de acordo o filósofo moderno John Locke, nascemos como “folha em branco”, ou seja, sem nenhum conhecimento, necessitando ,assim, de instrução para aprender e preencher essa “folha”. Semelhante a esse pensamento, de maneira geral, os jovens com idade de 18 a 25 anos de idade não tem percepção da relevância de atuar no meio político. A título de exemplo, o movimento popular “Diretas já” que teve grande parcela de jovens envolvidos, fomentou a volta do voto direto, luta que tem consequências no hodierno brasileiro. Logo, infere-se a necessidade de conscientizar a população dessa faixa etária para contribuir na política nacional.
Para isso, é necessário que o MEC, adicione ao currículo estudantil, seminários e simpósios anuais que findem discutir sobre a questão política. Isso ocorrerá por meio de palestrantes -especialistas no tema e que saibam abordar de forma lúdica.