A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/11/2022
A Ditadura Civil Militar, instaurada no Brasil pelo golpe de 1964, privou a população do direito ao voto por 24 anos. Dessa forma, a herança histórica brasileira impacta a participação política até a atualidade, afetando idosos, adultos e principalmente os jovens, os quais, por não possuírem educação política, são individualistas, porém, protagonistas para engajar movimentos sociais nas redes. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Nesse contexto, é válido apontar que a escassez de explanar a importância de votar resulta no desinteresse juvenil. Segundo dados do TSE, em 2020, apenas 3 em cada 100 eleitores tinham 24 anos ou menos. Assim, a relevância de inserir e incentivar os jovens a exercerem o direito de cidadania é menosprezada, faltando diálogo nas escolas e nas famílias sobre os impactos sociais e democráticos que abster-se do sufrágio causa, o qual acarreta indiferença diante decisões políticas.
Ademais, convém salientar o interesse da mocidade em participar e promover manifestações de cunho social. Conforme o filósofo Aristóteles, a cidade ideal deveria ser fundada em princípios éticos, com a única e exclusiva finalidade de promover o bem comum. Desse modo, os “ciberativismos” e movimentos sociais, organizados pela população mais nova, buscam reivindicar direitos que garantam mudanças efetivas, para que uma harmonia social seja alcançada.
Portanto, medidas são necessárias para garantir a participação política dos jovens no Brasil contemporâneo, incorporando os interesses existentes. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Tribunal Superior Eleitoral - órgão responsável por suster o exercício da cidadania - promover a ação “Equidade da Política Juvenil”, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. A iniciativa deverá implementar palestras em escolas de ensino básico - tanto públicas quanto privadas - abertas para a comunidade, a respeito do papel de cidadão que pode ser exercido por todo jovem, seja pela atuação em ativismos, seja pelo ato de votar a partir dos 16 anos de idade. Espera-se, destarte, que a inclusão política da juventude seja legítima, construíndo uma sociedade que preze pela coletividade e usufrua de seus direitos.