A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/11/2022
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo assegura a cidadania a todos. Porém, mesmo com seus direitos assegurados, muitos jovens são indiferentes à política, assim diminuindo sua participação política no Brasil contemporâneo. Nesse panorama, faz-se necessário analisar o desinteresse dos jovens pela política e exerção da democracia, além disso, a ineficiência do Estado em garantir o exercício pleno da Constituição, como causas dessa problemática, a fim de que ela seja solucionada.
Nesse contexto, cabe destacar um protesto promovido por Mohamed Bouazizi em 2010, um jovem comum tunisino que ateou fogo no próprio corpo na frente da sede do Governo da Tunísia como protesto. Mohamed era um verdureiro que vivia num país cujo presidente estava no poder a 23 anos, uma ditadura, cujo fim se deu pelo ato extremo de um jovem que mais tarde culminou na Primavera Árabe. Entretanto, os jovens no Brasil não conseguem praticar essa atitude e esse interesse de pensar no coletivo contrapondo o jovem tunisino. Logo, não há uma plena participação política e não há um forte interesse por parte dos jovens brasileiros.
Outrossim, é importante destacar o pensamento do italiano filósofo político Norberto Bobbio, ele defendia a idéia de que o Estado é o responsável por colocar em prática a Constituição, esse Estado que muitas vezes se omite em praticar os direitos dos cidadãos. Nesse sentido, a ideologia proposta por Bobbio, embora seja o ideal para a sociedade brasileira, se mostra uma utopia. Desse modo, a ineficiência do Estado diminui a participação política dos jovens no Brasil.
Infere-se, portanto, a necessidade de aumentar a participação política dos jovens no Brasil. Para isso, é função do Governo, na figura do TSE junto ao Ministério da Educação - órgãos responsáveis por reger as diretrizes relacionadas a política e a educação no país -, instituir Programas Eleitorais para jovens e somar ao currículo escolar disciplinas relacionadas a política, a fim de que aumente o acesso e a familiaridade com a política desde a escola. Assim, será possível aumentar exponencialmente a participação dos jovens na política.