A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/11/2022

A palavra “política” deriva-se do termo grego “politikos”, que é a união de outras duas palavras: polis e tikos. Polis significa cidade e tikos o bem comum dos cidadãos. Assim sendo, com a necessidade de organizar, decidir e participar do funcionamento da cidade, surgiu-se a política. No entanto, diferente dos gregos, a população jovem no Brasil contemporâneo, não apresenta grande interesse na participação política e, esse fato deve-se a descrença com os atuais governantes e a carência de uma educação que busque capacitar e engajar o jovem no meio.

Diante desse contexo, sabe-se que a crise econômica e as altas taxas de desemprego tornam as perspectivas de futuro para a população jovem ainda mais difíceis, tal cenário, aliado a avalanche de notícias sobre corrupção e a falta de um órgão que represente os interesses dos jovens, causa grande desestímulo quanto a mudanças políticas, perpetuando a ideia de que ao eleger outros canditados nada mudará e, a velha política, continuará sendo a velha política.

Outrossim, o Estado contribui para que esse interesse continue a diminuir, haja vista que, em um país com graves problemas na educação básica, a educação e instrução política acabam por ficar em segundo plano. Assim sendo, apesar de não ser tratada com a devida importância, é a partir dessa educação que o jovem compreende a sua realidade, os debates políticos, as propostas e assim, consegue se capacitar para participar ativamente da política. Dessa forma, a disseminação da educação é o primeiro passo para levar o indivíduo a pensar como cidadão e no impacto de suas escolhas.

Portanto, considerando os aspectos mencionados, são necessárias medidas para resolver o problema da participação política dos jovens. O Estado, deve investir na educação e em uma participação ativa dos alunos com a política, criando disciplinas que discutam a política de forma acessível, para que o indivíduo possa adequa-lá ao meio em que vive. Dessa forma, será possível garantir o interesse e o desejo de participação, promovendo a plena disseminação de conhecimentos. Tal ação, pode ainda, fazer com que os jovens se motivem a tornarem-se protagonistas de uma reforma política com ideais menos corruptas e mais igualitários.