A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/02/2023
Durante o período Colonial, as eleições brasileiras contavam com uma série de restrições que limitavam a participação política à uma pequena parcela da população. Atualmente, a Constituição federal é inclusiva e permite uma ampla atuação no exercício da cidadania. No entanto, a participação política do jovem no Brasil contemporâneo encontra impasses, principalmente em função do descaso governamental com o sistema educacional público brasileiro.
Antes de tudo, é importante ressaltar a influência do convívio social na formação de uma conciência política. Nesse horizonte, Émille Durckheim define o fato social como uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Sob essa perspectiva, nota-se que, se uma criança cresce em um ambiente no qual a participação política é incentivada, ainda que de maneira lúdica e adequada para o seu entendimento, esse indivíduo em formação tende a reproduzir tais comportamentos na vida adulta. Com isso, fica claro que a prática dos direitos civis pode ser fortemente impulsionada na sociedade pelo auxílio de uma educação política efetiva na infância e adolescência.
Por outro lado, é preciso observar a precariedade na formação educacional brasileira como impecilho para a participação política dos jovens. A esse respeito, conforme o pensamento do economista José Murilo de Carvalho, observa-se no país a formação de uma “cidadania operária”, na qual a população mais vulnerável socioeconomicamente não é estimulada a desenvolver um pensamento crítico e é idealizada para ser explorada. Consequentemente, há uma falta de informação nas escolas públicas sobre a importância das eleições para garantia dos direitos civis. Tal fator desestimula os jovens na luta por mudanças sociais através do voto e reduz a função social desses indivíduos a de uma massa de manobra do Estado.
Portanto, faz-se mister modificar o quadro atual. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, promover mudanças na grade currícular das instituições de ensino fundamental e médio. Tal ação deve ocorrer por meio de matérias voltadas ao ensino da política, com o objetivo de manter as crianças e adolescentes informadas sobre o papel cidadão na manutenção dos direitos. Por fim, a participação política do jovem será crescente no Brasil