A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/07/2023

Em sua canção “Tempos Modernos”, o cantor Lulu Santos expõe o seguinte trecho: “Eu vejo a vida melhor no futuro, eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia, que insiste em nos rodiar”. Lamentavelmente, tal hipocrisia ainda se faz presente no contexto brasileiro vigente, sobretudo, devido ao comodismo dos jovens em relação a má gestão da política moderna. Nesse sentido, fica evidente que o cenário nefasto ocorre em razão não só da indiferença por parte do público juvenil, mas também por conta da falta de uma educação transformadora.

Em primeiro plano, cabe destacar que a negligência dos jovens em relação às políticas contemporâneas está entre as principais causas do revés. Nessa lógica, durante o regime militar, os jovens foram pioneiros de diferentes movimentos sociais, com vistas ao fim da violência, da repressão e da censura. Entretanto, na modernidade, essa faixa etária se mostra indiferente ao problemas que acometem a sociedade, o que leva a uma consolidação de um cenário de crise social, política e econômica. Dessa maneira, é inaceitável que a população jovem continue se mostrando negligente, pois isso afeta, de maneira exacerbada, a cidadania dessa parcela civil.

Paralelo a isso, vale ressaltar, ainda, a ausência de um ensino modificador como mais um dos fatores que agravam o imbróglio. Nesse ínterim, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é direito de todos os indivíduos a educação. Todavia, no território nacional hodierno, a educação não está cumprindo o seu papel de transformar e fortalecer o senso crítico dos cidadãos jovens, pois esse tecido da sociedade não valoriza os conceitos ligados à cidadania, como, por exemplo, a participação popular nas questões políticas. Desse modo, é inconcebível que a educação ineficiente continue sendo um fator que corrobora a questão, pois, assim, menos jovens participarão da política no país.

Depreende-se, portanto, a urgência de ações interventivas, com o fito de minimizar o impasse. Para tanto, compete às Escolas - responsáveis por educar e formar novas mentalidades -, por meio da introdução de disciplinas que abordem questões políticas, ensinar aos jovens as diversas esferas desse âmbito, com o fito de torná-los mais críticos e aptos a exercerem a cidadania.