A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/10/2023

No filme “homem-aranha”, Peter Parker é um jovem estudante que aspira mudar o mundo com seus superpoderes. Ao transpor a ficção par a realidade, nota-se, no Brasil, a ausência de jovens engajados em transformar o mundo, uma vez que não há impulsos à participação das juventudes na promoção da cidadania. Com base nesse viés, faz-se essencial observar a falta de estímulos políticos e a discriminação etária como piores dessa problemática.

Diante desse cenário, é importante pontuar o escasso estímulo político como um dos entraves para a participação cidadã dos jovens. Isso ocorre pois, segundo o filósofo Platão, o castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus que fazem, isto é, há benefícios na parte inativa de jovens na política para aqueles no poder, visto que, assim, existe pouco interesse da população jovem em questionar o papel político dos governantes. Sob essa ótica, percebe-se o quanto a falta de impulsos à atuação dos jovens é proposital e estrategicamente aplicada visando o poder daqueles que já o têm. Dessa forma, tem-se uma juventude inerte da atuação governantal por falta de estimulo do Estado.

Ademais, convém mencionar a discriminação etária a respeito dos jovens brasileiros e, desse modo, o afastamento dessas pessoas. Nessa perspectiva, segundo a psiquiatra Nise Silveira, as pessoas precisam ser tratadas como pessoas. No entanto, a afirmação não é observada na prática, tendo em vista o preconceito com os jovens, fruto de uma sociedade que enxerga a juventude como uma fase irresponsável e imatura, e não como uma fase em potencial para posicionar-se em prol de seus direitos civis e sociais. Com isso, observa-se os jovens desestimulados na participação ativa da cidadadia do país.

Portanto, concluí-se necessidade da participação dos jovens no âmbito político no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério de Educação, em parceria com as Secretarias de Educação, implementar um programa de letramento político que incentive um maior interesse na participação cidadã. Tal ação deve ser realizada por meio de seminários e produções socialmente engajadas, visando a necessidade de estimular os jovens diante à sociedade. Dessa maneira, torna-se possível um Brasil com uma juventude engajada em mudar o mundo, assim como o “homem-aranha”.