A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/04/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante à participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Nesse sentido, há de se combater não só o individualismo, mas também a lacuna educacional presente.
Priomordialmente, convém ressaltar que o individualismo é um potencializador do imbróglio. A respeito disso, consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade. Em consequência disso, parte da população tende a ser negligente a causas de relevância social. Nesse contexto, indo ao encontro de tal ideal, os jovens não se atentam às questões políticas do país e são indiferentes em relação ao exercício da sua cidadania ao votar.
Outrossim, a educação negligente é outro complexo dificultador. Nessa perspectiva, conforme o filósofo Zygmunt Bauman, algumas instituições, na era pós-moderna, configuram-se como “zumbis”. Dentro dessa lógica, tais instituições perderam suas respectivas funções sociais, todavia, tentam manter-se a qualquer custo. Dessa forma, de modo análogo, as escolas não orientam os alunos sobre a importância do voto e de se cobrar os políticos. Assim, os jovens crescem indiferentes ao seu papel político no país.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de resolver o imbróglio. Para tanto, é papel do Ministério da Educação promover a orientação do corpo civil, mediante atualização da matriz curricular e inserção da disciplina de cidadania e civismo. Dessa forma, em tais aulas, deveria ser ministrada a importância do voto e de se acompanhar as açoes públicas promovidas, com o intuito de que os jovens entendam seu papel na política desde a tenra idade e futuramente tenham papel ativo no processo.