A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil

Enviada em 20/12/2025

O trabalho análogo à escravidão infelizmente ainda é um cenário comum dentro da sociedade brasileira. Essa é uma problemática que deve ser combatida, já que é considerada um crime perante a legislação do Brasil. Assim, em virtude da negligência governamental e da normalização da sociedade brasileira perante a escravidão, deve-se lutar contra esse problema.

A negligência governamental em relação a problemática do trabalho análogo à escravidão é muito presente nos dias de hoje, visto que não há vigilância dessa realidade ainda existente. Segundo uma reportagem da CCN Brasil, o caso mais antigo de exploração no Brasil é a história de uma idosa com mais de 80 anos, que trabalhou para uma família por 72 anos, sem receber qualquer tipo de remuneração. Observa-se a omissão do governo nesse quesito, onde uma idosa foi escrava por mais de 70 anos e nada foi investigado nem descoberto.

É correto afirmar que a sociedade brasileira contemporânea vêm normalizando o trabalho análogo à escravidão, já que isso é uma problemática comum. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, mais de 52 mil pessoas já foram encontradas em situação de escravidão nos últimos 30 anos. A sociedade já a tempos é acostumada com esse tipo de trabalho ilícito, e quem mantém os “escravizados” costumam normalizar a situação, principalmente com falas de que a pessoa escrava faz parte da família, portanto, não faz sentido ganhar salário. A senhora que fez parte da reportagem já citada (CCN Brasil) é um exemplo disso, onde ela fala que fazia parte da família e ainda sentia que devia muito a eles.

Observando a problemática presente na sociedade brasileira, deve-se tomar medidas para combater. Para isso, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, fazer investigações frequentes sobre a presença de escravidão nas famílias. Podem ser feitas entrevistas anuais com os brasileiros e deve ser realizada a concientização da população sobre isso, a fim de que todos estejam sempre atentos para esse problema e possam delegar às autoridades.