A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil

Enviada em 10/04/2024

O livro “Torto arado”, do autor brasileiro Itamar Vieira Junior, evidencia a realida- de de muitos brasileiros ao narrar um cenário de trabalho escravo em uma terra rural na contemporaneidade. No contexto social vigente, a obra literária denuncia a condição instável dos trabalhadores do campo, especialmente diante da perma- nência de trabalhos análogos à escravidão. Nesse viés, é necessário analisar não apenas a ineficiência do Estado nesse sentido, mas também a precarização de tra- balhos rurais.

Primordialmente, é fulcral a importância de um Estado ativo no combate à pro- blemática. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição que se desvia de sua função original é assemelhada a um “zumbi”. Sob esta pers- pectiva, o governo brasileiro coincide com tal conceito ao negligenciar condições de trabalho análogo à escravidão.

Além disso, a precarização de áreas rurais intensifica o quadro desumano discu- tido, uma vez que, nessa conjuntura, há copiosas denúncias acerca do tema abor- dado. Nessa óptica, compreende-se que as características de servidão assolam, principalmente, o campo inteiror.

Depreende-se, portante, que é crucial combater a problemática que acomete tantos brasileiros. Em suma, cabe ao Estado, por meio do Ministério do Trabalho, garantir aos trabalhadores a aplicação das instâncias garantidas em lei, visando oferecer amparo e dignidade a eles. Deste modo, a persistência do trabalho aná- logo à escravidão será impossibilitada após a resolução do caso.