A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil

Enviada em 10/04/2024

Na obra “Utopia” de Thomas More, o escritor idealiza uma sociedade ausente de conflitos. Os trabalhos análogos à escravidão seria um desses conflitos citados por More, nesses trabalhos os empregados são submetidos à exaustão, retidos de locomoção e outras obrigações que lhe ferem a dignidade. Esses crimes occorem em locais de baixa fiscalização e seus alvos são as pessoas com baixa escolaridade.

Os crimes desse tipo tendem a acontecer em áreas de pouca fiscalização, partes que são cegas aos olhos do Estado. Segundo o G1, uma investigação à vinícula “Aurora” sobre o trabalho análogo ao escravo está em andamento, essa vinícula é localizada em uma região afastada de uma cidade grande, local esse que dificulta a vistoria do Estado. Empresas que fazem esse tipo de crime sabem que é errado e por isso se escondem em locais onde podem fazer suas barbáries com pouca notoriedade.

Tais empregadores se aproveitam dos menos escolarizados, pessoas que não tiveram as chances de se informar ou que não podem questionar as atitudes desumanas que sofrem. De acordo com o site “Com Ciência”, mais de 30% das pessoas que sofrem esses abusos são analfabetas, isso acontece pois essas pessoas são alvos fáceis para aproveitadores, elas desconhecem seus direitos ou não conseguem empregos melhores pela falta de escolaridade.

Em vista disso, é necessário que o Brasil conceda melhores condições de trabalho para todos, para isso a escravidão e seus análogos devem ser erradicados. Em viés disso, o ministério do trabalho deveria investigar empresas que possuem empregados em regiões de difícil acesso do Estado, principalmente aquelas que vendem produtos a valores muito inferiores ao preços médios de mercado, seguindo a lógica de que os produtos baratos possam vir de mão de obra barata. Talvez assim a sociedade brasileira possa se aproximar da utopia de More.