A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil
Enviada em 11/04/2024
No dia 13 de maio de 1888, foi assinado um documento que oficialmente abolia a escravidão no Brasil. Entretanto, no lugar de uma sociedade livre das amarras do crime que é a escravidão, existem, ainda hoje, casos de trabalhos análogos à escravidão na sociedade brasileira.
Antes de tal momento histórico, encontrava-se um maior número de pretos escravizados na região nordeste do Brasil. Um escravo era visto como um produto sem alma ou inteligência, não possuía direitos; não era vito como um ser humano. Mesmo após a abolição, essa parte da população enfrentou uma grande dificuldade para conseguirem se inserir na sociedade, permanencendo analfabetos e não escolarizados. Dados da Reporter Brasil apontam que, atualmente, os casos de trabalhos análogos à escravidão se encontram concentrados justamente nesta mesma região. Fica claro, portanto, que a situação possui raízes antigas, que não foram arrancadas quando deveriam, perpetuando-se em silêncio, uma vez que a vida na sociedade moderna é extremamente acelerada e individualista, deixando que a escravidão continue a existir.
Os trabalhos análogos à escravidão obrigam o trabalhador a enfrentar jornadas de trabalho exaustivas, os submetem a condições degradantes de vida, restringem sua locomoção; em suma, restringe tudo aquilo que é garantido ao cidadão brasileiro pela Constituição.
É, portanto, um dever do Governo brasileiro garantir que a escravidão seja erradicada da sociedade, garantir que todos os cidadãos do país tenham direto àquilo que lhes é prometido aos nascerem: ao direito de serem livres.