A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil
Enviada em 19/04/2024
O Brasil resgatou em 2023, 3.151 trabalhadores em condições análogas à escravi- dão, de acordo com a Agência Brasil. Nesse sentido, observa-se que infelizmente ainda persiste esse tipo de trabalho, demonstrando que as causas deste problema são estruturais. Em suma, os motivos da permanência são: o racismo estrutural e a reificação.
Diante desse cenário, vale destacar que uma das principais marcas do Brasil é o ra- cismo. Sob este prisma, pode-se observar que este preconceito é estrutual, pois essa mentalidade foi construída ao longo de séculos nos quais a escravidão era o principal sustento da economia brasileira no início da sua tragetória. Esse fato pode ser ilustrado, com o fato de que a escravidão no Brasil foi abolida somente em 1888; sendo o último país a findar oficialmente com essa prática, segundo a área da História. Nessa perspectiva, percebe-se a origem do racismo na sociedade bra-sileira, sendo praticado até os dias atuais com os cidadãos mais vulneráveis.
Além disso, é importante notar que outra causa é a desvalorização do ser humano. O sociólogo Karl Marx discorre que a reificação consiste na valorização somente do retorno financeiro e não do humano. Consoante, os praticantes do trabalho análo-go à escravidão agem visando somente o seu retorno financeiro reificando as víti-mas deste trabalho tornando-as objetos em vez de valorizar o ser humano, a sua dignidade e seus direitos. Logo, percebe-se o motivo da permanência desse tipo de trabalho.
Portanto, o Ministério da Educação devido ao seu papel de promover ensino de qualidade no Brasil, deve orientar os jovens e crianças contra o racismo, por meio de aulas antirracismo nas escolas, a fim de eliminar o racismo estrutual. Outrossim, o governo necessita criar campanhas de valorização ao ser humano e seu trabalho com o intuito de diminuir o número de vítimas do trabalho análogo à escravidão, o número de resgates e a reificação.