A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil

Enviada em 25/05/2024

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, não esperavam que sua inserção causaria danos históricos na nação se tratando da escravidão aos povos indígenas e africanos. Nesse contexto, nota-se que o trabalho forçado vem sendo construído desde a antiguidade, o que contribuiu para sua permanência na atualidade. Portanto, se torna verossímil asseverar que o enraizamento e a desigualdade social cooperam ao fato. Assim, é necessário refletir sobre esses fatores para combater a permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil.

Primeiramente, questões históricas no Brasil ocorreram recentemente e a corpo social ainda não se adaptou à nova realidade que foi inserida, mantendo a ignorância. No início do século xx, tinha a ideia da doutrina Monroe, em que os Estados Unidos estava em seu processo de expansão, o que acabou influenciando a escravidão no território. Analisando por esse contexto, a posição dos Estados Unidos poderia ser interpretada como um apoio implícito à continuação da escravização nas Américas, tal fato que se estende aos dias atuais, gerando opressão às vítimas envolvidas. Ou seja, é necessário que políticas públicas sejam acionadas para o combate a essa questão enraizada.

Além disso, tais questões históricas contribuíram para a desigualdade social ao integrar na sociedade os indivíduos mais vulneráveis sem auxílio. Darcy Ribeiro, sociólogo brasileiro, diz que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão e possui uma perversidade enraizada na sua herança, que torna a nação enferma de desigualdade. Nesse sentido, ao inserir na sociedade indivíduos com vulnerabilidade social, o governo contribui para a permanência de trabalhos análogos à escravidão, como vem acontecendo nos últimos anos sobre o garimpo ilegal. Assim, se torna necessário uma solução viável a fim de superar os danos causados pela desigualdade social nas pessoas socialmente vulneráveis.

Em suma, a permanência de trabalhos análogos a escravidão ainda é muito recorrente no Brasil, o que busca solução abrangentemente. Portanto, o governo, aliado ao Ministério da Educação, deve incentivar palestras, mesas redondas e cursos profissionalizantes com finalidade de inserir as camadas sociais mais indefesas da sociedade. Para assim, construir uma sociedade mais igualitária e fiel.