A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil
Enviada em 26/05/2024
Na novela brasileira ´´laços de família,´´ do renomado autor Manuel Carlos, a empregada Zilda interpretada por uma atriz negra, vive para servir a família de sua patroa, sem direitos a folgas e sem receber um salário justo. Fora da ficção, infelizmente. ainda é comum nos depararmos com a prática de trabalhos análogos a escravidão, fato esse que chama a atenção das autoridadaes e dos especialistas que almejam seu devido combate.Com isso, interessa ao país analisar como o longo período de regime escravista e a desigualdade social contribuem com a problemática para sua devida soluçao.
A príncipio, é imperioso chamar atençao para os longos anos do regime de escravidão no Brasil. Por volta dos anos 1530, os portugueses trouxeram negros africanos para serem escravizados no nosso país, em 1888 ocorreu a aboliçao da escravidão, sendo o Brasil o ultimo país a realizar tal feito.Sob esse viés, nota-se que graças ao longo período de escravidão no país, temos as sequelas em algumas partes do Brasil, tendo um sálario injusto como disfarçe.Desse modo o trabalho análago a escravidão acontece travestido de um salário incompatível com o mercado, quando, na verdade é um mero abuso.
Ademais, vale ressaltar a desigualdade social como um dos fatores que contribuem com a problemática. Segundo o site IBGE - instituto brasileiro de geografia e estatística -, 81% das pessoas que sofrem com o trabalho análogo a escravidão são negros e pardos vivendo na extrema pobreza. Nesse sentido, na medida em que as pessoas não conseguem melhores oportunidades por conta da cor da pele, há o crescimento de exploração no mercado de trabalho. Assim, devido a falta de consciência da população, perpetua-se essa entrave.
Infere-se, portanto, que o combate a permanência do trabalho análago a escravidão é de extrema importância e deve ser levado a sério. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério de Direitos humanos, criar leis onde é obrigatória a fizcalização de todos os ambientes de trabalho e punir com penas de 5 a 10 anos aqueles que praticam a exploração a fim de garantir os direitos aos cidadões. Dessa forma, situações como a da personagem Zilda, não serão mais comuns.