A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil

Enviada em 03/07/2024

De acordo com o pensamento positivista de August Comte, as escolas devem priorizar o ensino científico, no entanto, esse pensamento é equivocado na atual sociedade, pois tais estudos não preparam a população, o que possibilita uma sociedade despreparada que ignora, por exemplo, a persistência do trabalho análogo à escravidão no Brasil. Dessa forma, a falta de igualdade no trabalho e o descaso governamental são fatores que agregam esse cenário.

Em verdade, válido pontuar a desigualdade trabalhista como obstáculo para resolução do problema. Conforme cita o filósofo Inglês Thomas Hobbes, “O estado é responsável pelo bem-estar social”. Esse pensamento que ultrapassa décadas vê-se tão atual, especialmente quando se observa a permanência da desigualdade, que afeta uma considerada parcela da população pobre do país, como resultado podemos observar a diferença empregatícia, de um lado, altas remunerações e direitos garantidos, do outro, cidadãos com cargas horárias desumanas e trabalhos análogos à escravidão, o que é um absurdo, logo o Estado atuando como principal responsável pela melhoria social precisa intervir para modificar esse cenário.

Ademais, é importante lembrar que o Governo não se empenha efetivamente na resolução do problema. Segundo o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, todo cidadão brasileiro tem direito a igualdade. Contudo, a aplicação dessa lei é falha, visto que não há igualdade de direitos sem mínimo de dignidade trabalhista, problema enfrentado pela permanência absurda do trabalho escravo, em um país que garante igualdade em sua constituição a anos. Dessa maneira, a carência de dignidade no trabalho para igualar os direitos dos trabalhadores brasileiros é um obstáculo que precisa ser solucionado urgentemente.

Torna-se evidente, portanto, os entraves da problemática supracitada. Assim, cabe ao Governo Federal criar medidas que assegurem o direito à igualdade de trabalho para todo cidadão brasileiro, por meio de melhoria na grade curricular escolar, como estratégia de cuidar do início da formação do pensamento social, também é importante a melhoria na aplicação das leis trabalhistas, a fim de que as mudanças aplicadas possam modificar essa realidade.