A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil
Enviada em 06/08/2024
Em 1888 a escravidão foi abolida com a Lei Áurea, mas isso não significou a ga-rantia da dignidade de todos os trabalhadores, mesmo agora estando livres. Nos dias atuais, ela persiste de formas sutis, ignorando direitos conquistados pelo povo brasileiro. Nesse contexto, a permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil pode ser relacionada ao ritmo de vida acelerado e ao individualismo.
Deve-se destacar, primeiramente, que a velocidade da modernidade é um fator da exploração. Nessa lógica, a jornalista Eliane Brum afirma que a sociedade pro-duz indivíduos que estão “exaustos, correndo e dopados”, pois estão todo o tempo tentando cumprir prazos e atingir metas. Dessa forma, não percebem que estão sendo explorados, já que seu foco está em produzir cada vez mais. Assim, se en-contram em situações quase escravistas, sem se dar conta disso.
Além disso, o individualismo também contribui para a prática exploratória. Nes-se sentido, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que o ser humano moderno vive sua vida como espectador, sem se importar com o que ocorre ao seu redor. Com isso, práticas escravistas passam despercebidas, pois ninguém presta atenção o sufici-ente a ponto de interferir. Logo, essas situações permanecem sem temer que se-jam denunciadas, pois as pessoas se preocupam apenas com si mesmas.
Portanto, para combater a permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil, é necessário que o Governo Federal incentive a população a denunciar essas situações, com a segurança de que terão suas identidades preservadas. Isso será possível através de um contato exclusivo, que possa investigar estabelecimentos e seus proprietários, com o objetivo de prendê-los caso necesssário. Desse modo, será criado um ambiente digno para o trabalho, com forte fiscalização.