A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil

Enviada em 28/10/2024

O art.5º da Constituição Federal do Brasil dita que todos são iguais perante a lei,independente de qualquer natureza. Todavia, no Brasil,ainda é possível notar que trabalhos análogos à escravidão ainda persistem na sociedade. Uma vez que, trabalhadores continuam sendo explorados em jornadas de trabalhos sub-humanas para ganharem um salário miserável. Dito isso, o descaso estatal junto com a invisibilidade social auxiliam ainda mais para a predominação desse tema no pais.

Primordialmente, é notório ressaltar a importância do estado para a reverção dessa problemática. No entanto, mesmo que ele possua um importante papel, nenhuma medida é de fato tomada para que haja a descontinuação dos trabalhos abusivos.Como foi dito por Zygmunt Bauman, quando uma instituição deixa de executar o papel que lhe foi designada, ela se torna uma “Instituição Zumbi”. Com isso, a falta de ações do governo para afugentar essas ideias o caracterizam com um “Estado zumbi”.

Ademais,vale destacar sobre a invisibilidade que esse tópico enfrenta na sociedade contemporânea.Segundo a filósofa Djamila Ribeiro,o primeiro passo para reverter qualquer dificuldade é tira-la da invisibilidade.Assim, seguindo o pensamento da ativista, para que a continuação dos trabalhos análogos à escravidão seja estagnada é necessário que o assunto seja repercutido por toda a sociedade, como nas redes sociais, midiáticas e físicas.

Portanto, e de extrema importância que medidas sejam tomadas para combater esses trabalhos.Assim, deve o Governo, maior órgão de caráter social, junto com o Ministério do Trabalho, elaborar leis trabalhistas que aumentem a fiscalização dessas condições miseráveis de trabalho na sociedade.Como também, a mídia deve auxiliar na visibilidade das questões desumanas de trabalho para a população.Dessa forma,a de se garantir o fim dessa prática e o respeito dos direitos do trabalho, assim como foi orientado pelo Art.5º.