A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil
Enviada em 04/10/2024
De acordo com Aristóteles, " A base da sociedade é a justiça". Entretanto, o contexto do Brasil contraria-o, uma vez que os trabalhos análogos à escravidão permanecem, mostrando uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Nesse contexto, para acabar com esse panorama de desiquilíbrio social, é necessário combater a omissão estatal e a invisibilidade social.
A priori, é imperioso destacar a importância da inércia estatal para a problemática. Nesse sentido, John Locke, conhecido como pai do liberalismo, entendia que a população deveria confiar no Estado, que por sua vez, garantiria os direitos aos indíviduos. Entretanto, no Brasil, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que os trabalhos análogos à escravidão acontecem diariamente. Nesse contexto, a ausência da prioridade estatal se justifica pela falta de políticas públicas que garantam o bem-estar e a segurança laboral, como a vigilância constante em ambientes fabris, além de uma ótima remuneração salarial para as pessoas que passam por esse problema lástimavel, o que demonstra a negligência do governo em prover esse hábito à sociedade brasileira. Desse modo, enquanto a omissão estatal existir, a igualdade será a exceção.
Ademais, o silenciamento social ratifica a procupante situação mencionada. De acordo com isso, os cientistas sociais do podcast “Conexão Ufrj”, afirmam que há um apagamento crônico das minorias, que são tornadas irrelevantes no cotidiano, em razão do seu gênero, classe e função social. Dessa forma, as pessoas que são submetidas a trabalhos forçados , são afetadas por tal indiferença, haja vista a carência de debates, o que gera a mínima condição de dignidade, a exemplo dos impactos na saúde. Assim, enquanto o silenciamento social continuar, o problema perdurará na sociedade brasileira.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho atue de modo a articular a segurança em relação aos trabalhos análogos à escravidão, por meio de projetos socias de amparo aos cidadãos, além de entrevistas com especialistas no assunto, com a finalidade de acabar com a permanência desse cenário desumano. Dessa maneira, o conceito defendido por Locke, será em breve, realidade.