A permanência de trabalhos análogos à escravidão no Brasil
Enviada em 01/11/2024
A escravidão foi abolida no brasil em 1888. No entanto, quase 200 anos depois da promulgação dessa lei, ainda é possível encontrar pessoas em situação análoga a escravidão no país. Dentro desse sentido, é notório a falta de empenho governamental, assim como da própria sociedade, os quais escolhem não encarar que o problema ainda existe e precisa ser contornado.
A princípio é valido analisar à falta de engajamento do governo em extinguir essa tragedia. Essa realidade acontece, visto que os esforços em tentar combater a problemática é mínimo e essa realidade continua a acontecer, principalmente em ambiente como o campo que necessitariam de mais agentes fiscalizadores para essas áreas mais remotas. Essa logica pode ser comprovado com os dados da revista Com Ciência, na qual afirma que já foram resgatadas 53 mil pessoas em situação análoga a escravidão e cerca de 71% delas estava ligada ao campo. Em suma, se grande parte das vítimas se encontravam no campo seria prudente dos governantes aumentar as buscas nesses centros, porém, essa não é a realidade e precisa ser revisto.
Ademais, é valido ressaltar, também, a carência de conscientização social acerca desse cenário. Verifica-se essa realidade, haja vista, a postura da sociedade de não debater sobre assunto, banalizando a situação e não gerando, de fato, uma real consciência da atrocidade e desumanização de que o problema se trata, posto que se tornou a postura comum da população se tornar alheio a situação. Comprova-se tal situação, com a análise da ‘banalidade do mal’ da filosofa Hanna Arendt. A expressão se refere à tendência de se recusar a refletir e assumir a iniciativa, e de não considerar o caráter humano.
Posto isso, é substancial a mudança da postura.Portanto, é evidente à necessidade de políticas públicas para contornar o problema. Diante disso, é imprescindível que o Mistério do trabalho, órgão responsável pelos assalariados no país, por meio de legislações, contratate mias pessoas para analisarem casos de escravidão, de modo a diminuir esse quadro. Além do Ministério da Educação, por meio de leis, realizar campanhas informacionais que fomente o debate sobre o assunto, afim de trazer mais conscientização para o povo.