A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 20/03/2024
Segundo o autor e compositor Seu Jorge, “nunca, jamais, nos curvaremos ao racismo e à intolerância seja ela qual for. Não cederemos um milímetro ao ódio”. Diante disso, casos de atitudes de ódio motivados pelo preconceito racial são rotina em muitas localidades. Logo, historicamente deveria ter ficado no passado, com a abolição da escravatura, ressurge com força cada vez maior atualmente há uma negligência por parte do Estado em coibir isso.
Conforme o ex-ministro da Cultura do Brasil Gilberto Gil, “o branco inventou que o negro, quando não suja na entrada, vai sujar na saída. (…)Imagina só que mentira danada”. Diante disso, no esporte, que é constantemente palco de manifestações de combate ao preconceito racial e fábrica de ídolos de pele negra, tem visto crescimento alarmante de casos de racismo, já que, em 2019, os casos de injuria racial cresceu a ponto de atingir o maior índice em cinco anos.
Além disso, a negligência governamental contribui para a persistência de atos racistas. Nessa ótica, atos que vão desde ofensas verbais como chamar o outro de macaco, atitudes depreciativas como atirar bananas para dentro do campo na direção de jogadores de raça negra e até atos mais graves como depredação de bens pessoais em razão da cor da pele. Tais atitudes não ficam restritas as torcidas às torcidas e às arquibancadas acontecem dentro da quadra ou campo.
Destarte, cabe ao Governo Federal fechar parte do estádio de onde surgiu o canto ou o grito para punir o clube de forma maior. Pode-se pensar em jogos com portões fechados, perda de mando de campo, ou até a exclusão de torneio com a finalidade de fazer o clube pensar em combate e prevenção. Assim sendo, cada clube passa a trabalhar com o seu torcedor para que isso não se repita.