A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 23/03/2024
Ao discorrer sobre a permanência do racismo no esporte brasileiro, é importante analisar alguns aspectos relacionados a essa temática. Nesse contexto, destacam-se a inoperância governamental e a passividade social, fatos que culminam em preocupantes mazelas.
Primeiramente, cumpre destacar que a inoperância governamental em relação a casos de racismo no esporte brasileiro intensifica tais atos, uma vez que a falta de monitoramento e repressão contra esse tipo de atitude ‘’encoraja’’ pessoas a se comportarem desse modo, visto que gera uma impressão de impunidade. Tal sensanção torna o racismo presente na sociedade em geral, não sendo diferente no esporte, lugar onde há uma presença massiva da população - de crianças a idosos - e da mídia, tornando-se tais fatos de ampla repercussão. Logo, esses epsodios passam a noção, equivocadamente, de ser uma situação normal e corriqueira para a sociedade.
Além disso, é válido destacar que a passividade social favorece essa conjuntura. Sem o apoio da população em denunciar casos de racismo, dificulta-se a repreensão contra esses atos, fazendo a impunidade ser uma das causas desse tipo de comportamento. Da mesma forma, a inércia dos cidadãos, quando se testemunha atos de racismo, impulsiona o seguimento desse comportamento, uma vez que a sociedade deveria ser o agente limitante dessas atitudes repreensíveis.
Conclui-se, portanto, que existem desafios para combater o racismo no esporte brasileiro. Diante desse pretexto, seria interessante, a fim de mitigar esse revés, que a mídia - instrumento de ampla abrangência- informe a sociedade sobre a importância do combate ao racismo, por meio de debates televisivos e comerciais com a finalidade de formar cidadãos mais conscientes sobre tal estigma, garantindo-se, de maneira gradual, a extinção do racismo no esporte brasileiro.