A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 24/03/2024
No Brasil, na década de 30, o futebol se tornou um esporte elitizado, e para que os homens pretos pudessem jogar em partidas profissionais eles precisavam passar pó de arroz em seus corpos, pela não aceitação de pessoas não brancas nesse jogo. Partindo do viés histórico, tal situação ainda acontece na atualidade, com a ocorrência de racismo no futebol, isso devido à ideia enraizada de uma superioridade racial e à manutenção do pensamento, que precisam ser combatidos.
A princípio, a ideia errônea de um superioridade de pessoas brancas em relação as pretas está presente em todos os âmbitos sociais, principalmente no futebol. Nesse sentido, essa ideia racista induz que cidadãos pretos não devem ocupar espaços no esporte e, quando fazem o contrário, são duramente reprimidos com ofensas e agressões, por puro preconceito. A título de exemplo, recentemente o jogador Vini Junior foi atacado verbalmente em um estádio na Espanha por ser preto, com pessoas na plateia se referindo a ele como “macaco”. Dessa forma, é preciso a dissolução dessa conjuntura, a fim de tornar o futebol um esporte seguro para todos que desejem participar.
Ademais, mesmo diante todas as políticas de igualdade, ainda persiste a manutenção do pensamento preconceituoso, levando ao racismo no futebol. Diante disso, o sociólogo Florestan Fernandes ratifica que há a resistência na presença da população preta no futebol pois no passado ele era um esporte elitizado e que a classe dominante não se sente representada por ela, por não aceitarem a diferença de cor. Por isso, consequentemente, a elite tende a fomentar os pensamentos racistas e incentivar os ataques e ofensas, como forma de reprimir essa minoria e a tirar dos estádios. Desse modo, é necessária a atuação social para reverter esse quadro, levando a igualdade para o futebol.
Portanto, torna-se preciso combater o racismo no futebol. Para isso, é dever do Ministério do Esporte combater o preconceito presente nesse meio, promovendo a igualdade, por meio de campanhas de conscientização e medidas socioeducativas, sendo disseminadas nos estádios, escolas e mídias de massa, a fim de fomentar a igualdade racial e que o racismo no futebol, seja erradicado.