A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 13/04/2024
Em novembro de 2022, durante uma partida de futebol, entre Grêmio e Internacional, as jogadoras gremistas foram vítimas de racismo de um torcedor colorado, fazendo relação entre o tipo de cabelo das atletas e um espanador. Casos como esses são comuns no esporte brasileiro e mundial, que refletem o comportamento discriminatório da sociedade em geral.
De mesmo modo, a luta anti-racista no futebol não é de hoje, com diversos casos no início do século XX como os “Camisas Negras” do Vasco da Gama, combatendo as regulamentações preconceituosas do campeonato carioca, aonde apenas jogadores que fossem alfabetizados poderiam jogar, excluindo assim atletas de classes menos favorecidas. Porém mesmo com movimentos como esses o racismo ainda permeia as arquibancadas, gramados, salas de entrevista e mais recentemente, nas redes sociais.
Da mesma forma, essa hostilidade é reflexa de uma sociedade preconceituosa, em que da mesma forma que o indivíduo é racista no trabalho, vai repetir o mesmo comportamento no estádio e, na maioria das vezes, saindo impune da situação, expondo que não tem penalidade para tal conduta.
Dada à problemática, faz- se necessário que a Confederação Brasileira de Futebol, em conjunto com o Governo Federal trabalhe para que não apenas o indivíduo seja identificado e punido da devida maneira, mostrando que esse comportamento é inaceitável e quem repeti-lo sofrerá as conseqüências de seus atos, resultando na diminuição de crimes como esses que são vistos corriqueiramente em território nacional.