A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 17/04/2024

A Constituição Federal de 1988 em seu artigo sexto assegura que, “Todos são iguais perante a lei”. Nesse raciocínio, descriminar no Brasil é crime. No entanto, infelizmente este não é um direito garantido aos atletas vítimas de racismo, já que atos de discriminação crescem de forma intolerável. Isso se deve sobretudo, a insu-ficiência estatal em assegurar a todos este aspecto tão importante da cidadania. Desse modo, medidas não necessárias para mitigar tamanha violação à dignidade.

Nesse cenário, devemos lembrar que o problema de discriminação racial no esporte não é recente e nem acontece apenas nessa área. Inicialmente, no Brasil Colônia a população preta é subjulgada através da escravidão. Posteriormente, após a abolição da escravatura os cidadãos deixam de ser tratados como objeto de posse e passam a ser membros invisibilizados e marginalizados da sociedade. Atu-almente, apesar de muitos avanços, ha discriminações nas mais diversas esferas da sociedade, especialmente no esporte. Nesse raciocínio, políticas públicas devem ser implementadas, com fito de obtermos o fim da agressão a atletas brasileiros.

Diante do exposto, a ineficácia da justiça brasileira em garantir igualdade racial se torna evidente quando contemplamos os dados. Segundo o portal do G1, o nú-mero de casos de racismo no futebol em 2022 dobrou em relação ao ano anterior. Nesse interim, constata-se a trágica tendência crescente de transgressões públicas e escancarádas da lei do racismo. Isso porque, a impunidade é certa para a grande maioria dos casos, desse modo, a negligência as violências sofridas pelos atletas brasileiros são cada vez mais frequêntes, pois, não existem efetivas ações governa-mentais para o combate ao racismo e punição dos criminosos.

Portanto, é preciso cessar a voz de nossas raízes escravistas e racistas. Para isso o Ministério da Igualdade Racial - Orgão responsável por fortalecer ações contra ra-cismo -, deve aumentar a fiscalização dos processos jurídicos de racismo no espor-te, por meio da contratação de advogados para a função de monitorar os casos, a fim de, gatantir que crimes tão agressivos a diginidade dos atletas e a honra do esporte brasileiro sejam punidos com toda a força da lei. Para que enfim, através da garantia dos direitos dos atletas pretos, todos sejam iguais como prevê a magestosa constituição brasileira.