A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 24/04/2024
No contexto atual,a permanência do racismo no esporte brasileiro se faz cada vez mais presente. Influentes fatores como a falta de políticas eficientes para interromper o preconceito racial dentro dos jogos, a violência contra os atletas negros e principalmente a falta de conhecimento histórico sobre os afrodescendentes que trouxeram os esportes brasileiros contribuem para uma sociedade mais racista e despreocupada com os valores éticos,sociais e emocionais.
A discriminação racial e moral contra os jogadores nos esportes emergem como uma das principais causas que faz com que o Brasil permaneça entre os países mais racistas do mundo. Segundo o levantamento do Observatório da Discriminação Racial do Futebol, foram registrados 90 casos de ofensas raciais em 2022, contra 64 em 2021. Isso, indicando um aumento de 40%. Em uma sociedade marcada pela história árdua dos negros escravizados,os indivíduos que cometem o crime conseguem sair ilesos justamente pela falta de políticas eficientes para corromper o racismo nos campos, trazendo maior privilégio para atletas brancos.
Além do mais, uma breve pesquisa dos maiores atletas do passado e da atualidade nos traz nomes como Muhamad Ali, Pelé, Michael Jordan,Usain Bolt e Lebron James, todos, coincidentemente ou não, são considerados pertencentes a uma raça “inferior” por aqueles que acham que têm direito de praticar atos de racismo. Apoiadores dos esportes brasileiros devem as maiores conquistas de seus clubes e times, independentemente da modalidade esportiva ,a atletas negros.A capoeira,por exemplo, surgiu no século XVII em meio aos escravos como forma de resistir à dominação dos brancos.
Portanto,os patrocinadores e agentes do poder público devem criar ações destinadas ao respeito para os atletas de todas as etnias por meio da criação de debates e manifestações sobre racismo no cotidiano do trabalho, ofertas de rede de apoio psicológico para os jogadores e a mobilização da mídia dos embaixadores para o combate aos discursos de ódio.