A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 27/04/2024

Com o processo de colonização no Brasil, a escravização dos povos originários, e posteriormente de negros africanos, se tornou algo comum para a época, mas após a abolição e tantos anos de luta, já deveria ser de conhecimento geral o quanto isso causou dor e problemas. Entretanto, ainda vemos diversos casos de racismo na sociedade atual, como no meio esportivo, onde jogadores sofrem com isso de torcedores, outros atletas, e até mesmo de juízes. Assim, a permanência do racismo no esporte brasileiro é consequência de séculos de preconceitos enraizados na sociedade e do conforto da população em cometer atos racistas sabendo que provavelmente não haverão sequelas negativas, já que as leis existentes não são eficazes.

Deste modo, é necessário reconhecer que o racismo no esporte brasileiro é uma herança histórica do período colonial, quando a escravização de povos africanos e indígenas era uma prática comum. Porém, com a abolição e diversos movimentos sociais que surgiram com os anos (como o “Black Lives Matter”, que teve grande impacto em 2020 após a morte de George Floyd), seria de se esperar que os racistas perderiam a força, mas ainda se perpetuam em todos os lugares, mesmo assim.

Além disso, a impunidade e a falta de punição efetiva dos casos de racismo no esporte contribuem para a sua perpetuação, assim como apontam os dados divulgados pela Globo, em que houve um aumento de 106% dos casos de racismo apenas no futebol; informação extremamente preocupante, pois mostra que não apenas as ideias racistas se perpetuam, mas também como as pessoas não têm medo de as expor, já que as consequências provavelmente serão mínimas e até mesmo nulas.

Dessa forma, é dever do Estado resolver essa situação a partir do investimento em educação de qualidade para toda a população e em leis eficazes, para que, com isso, as gerações atuais e as próximas estudem e aprendam a dor causada pelo racismo e porque ele não deve, de forma alguma, ser reproduzido; criando, assim, uma sociedade mais igualitária e com maior qualidade de vida.