A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 27/04/2024

Nos últimos tempos, deparamo-nos com diversos casos de racismo dentro do esporte brasileiro: torcedores, juízes e membros da equipe usando xingamentos e nomes pejorativos com o intuito de ofender e inferiorizar as pessoas negras, dentro e fora dos jogos. O racismo nos esportes, que em 2023 foi considerado como crime, resulta em muitas penalidades que envolvem várias pessoas e instituições, e as punições vão desde o pagamento de multas pelo agressor até a suspensão da torcida em jogos do time onde o preconceito ocorreu. Entretanto, os mais prejudicados são os atletas negros, que sofrem com uma discriminação provinda de muito tempo atrás e que ainda persiste na atualidade, causando danos à autoconfiança, ao desempenho físico e à saude mental.

O problema da discriminação não é de hoje. Desde a criação dos primeiros esportes e clubes desportivos, a população negra era excluída dessas atividades por causa de cor e status social. Os clubes admitiam apenas brancos da elite, e, à época, como a grande maioria dos negros não dispunha de muito dinheiro, não podiam participar dos eventos. Foi somente com a aceitação dessas pessoas por alguns clubes esportivos (principalmente os de futebol) que elas passaram a integrar, ainda que pouco, clubes e jogos com maior frequência.

No entanto, o racismo estrutural, já presente naquela época, persiste até hoje em uma sociedade cujas práticas discriminatórias ainda são constantes. Manifestações racistas durante os jogos tornam-se públicas ao seres expostas quando, principalmente, jogadores ou juízes negros cometem algum erro ou perdem a partida, e, devido ao preconceito, os agressores consideram como primeiro “culpado” a pessoa negra.

Portanto, para acabar com a permanência do racismo no esporte brasileiro, é preciso que o Governo e órgãos de regulamentações desportivas implantem ações socias para remover a falsa impressão de que o esporte é somente para os brancos e de que os negros são interiores nas práticas esportivas, contribuindo, assim, para a extinção do racismo estrutural e para a harmonia geral durante os jogos.