A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 26/04/2024

O racismo está presente no Brasil desde a época da colonização, em que os colonizadores portugueses traziam escravos africanos para trabalhar nas fazendas de cana-de-açúcar, e se estende até hoje, como durante jogos esportivos em que é possível ouvir torcedores gritando palavras racistas como para jogadores e até técnicos. O grande problema da permanência do racismo no esporte brasileiro é causado pelo racismo estrutural presente na sociedade brasileira e pelas punições insuficientes dadas a clubes que cometeram atos racistas.

Em primeiro lugar, o racismo estrutural ou recreativo é aquele que aparece nas situações sem que as pessoas percebam, além de ser o mais difícil de se eliminar da sociedade, pois faz parte da cultura do país. Isso, porque muitas pessoas foram ensinadas a repetir expressões como “mercado negro”, “criado mudo”, “a coisa tá preta”, entre outras que contribuem para a permanência do racismo no Brasil. Isso também acontece nos esportes, já que torcedores que querem vaiar algum jogador, técnico, juíz ou outro profissional dos esportes utilizam, muitas vezes, expressões e barulhos racistas contra essas pessoas, pois não têm mais sobre o que falar além da cor de pele delas, utilizando-se, para isso, do racismo recreativo.

Em segundo lugar, é importante lembrar que existem punições para pessoas e clubes esportivos que tenham cometido algum ato racista, mas eles são insuficientes e não ajudam acabar com esse problema, pois o valor que um clube precisa pagar varia por volta dos vinte mil reais, o que, para um clube grande, não é muita coisa e pode ser pago sem prejudicar muito seu orçamento. Por isso, essa medida não é muito funcional, já que o clube paga a punição e depois volta a cometer os mesmos crimes.

Dessa forma, é possível concluir que o governo deve criar campanhas de conscientização, por meio de comerciais que passem antes dos jogos e que expliquem sobre o racismo estrutural e como combatê-lo. Além de tornar as punições para atos racistas mais duras, de uma forma que impacte os clubes e torcedores, para que o racismo no esporte brasileiro deixe de existir.