A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 05/05/2024

Há de se compreender que a prática de rascismo é um crime de caráter inafiançável e imprescritível, segundo a legislação brasileira. A insistência de tal atitude evidencia o atraso intelectual da sociedade, além de ser motivo de milhares de casos de violência no Brasil. Destarte, convém analisar o chamado “racismo estrutural” e o sentimento de camuflagem dos praticantes em meio às multidões.

Primeiramente, a ideia de superioridade de raças chegou ao território brasileiro através dos europeus, durante a colonização. Com isso, a sociedade construiu suas bases ideológicas com o racismo já absorvido e normalizado entre a população, fato discriminado ao se observar a insistência do império na escravidão de negros depois de décadas de pressão externa para a abolição. Embora a república tenha sido instaurada e o fim da escravatura conquistado, o sentimento de inferioridade da raça negra ainda permaneceu infiltrada na população.

Em segundo lugar, sabe-se que o futebol é de interesse geral do brasileiro, além de fazer parte da cultura dele. Por isso, milhares de pessoas são atraídas para estádios e arenas esportivas, onde atitudes racistas acabam se mascarando em meio ao grande quantitativo de espectadores nas arquibancadas; o criminoso, por sua vez, acaba por desenvolver um sentimento de impunidade. Assim, ações discriminatórias como xingamentos, gestos obscenos e ataques aos jogadores com cascas de banana e garrafas se tornam cada vez mais frequentes.

Feitas as reflexões, é mister que o Ministério de Segurança Pública assegure a dissolução do racismo nos esportes brasileiros por meio de ferramentas de fiscalização mais eficientes, como câmeras de monitoramento com reconhecimento facial sobre as massas de torcedores, a fim de melhorar a identificação dos criminosos e a posterior punição devida.