A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 06/05/2024

A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 5°, que todos tem direito à igualdade, sendo indiferente a raça, sexualidade, gênero e credo. No entanto, apesar da declaração documentada, ainda se faz presente o racismo no ambiente esportivo. Nesse sentido, tal prerrogativa persiste devido não só pela mentalidade racista presente por meio estrutural na sociedade, mas também pela falta de impunidade efetiva.

Em primeiro plano, é criterioso salientar que a mentalidade racista vigente na sociedade concluí como um dos motivadores para o empeço. Nessa lógica, o álbum sobrevivendo no inferno do grupo Racionais Mc’s, retrata liricamente o racismo como sendo um fator social presente no cotidiano de forma escancarada e velada em todas as camadas sociais. Por esse ângulo, pode-se notar que a questão do racismo no esporte possuí influência do pensamento racista construido estruturalmente na sociedade, visto que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social preconceituoso a tendência é que esse pensamento continue. Dessa forma, sem a mudança na mentalidade social o empecilho se mantém.

Em segundo plano, percebe-se que a impunidade faz-se como um dos motivadores para que o racismo no ambiente esportivo ainda se perpetue. Diante disso, segundo o ativista político Martin Luther King, acredita-se que a injustiça em qualquer lugar ameaça a justiça em todo lugar. Sob esse viés, ocorre à prevalência da impunidade sobre as pessoas que cometem atos racistas em competições esportivas, sejam torcedores ou competidores, que não são penalizados com o rigor necessário, deixando a injustiça presente nos meios legais. Diante desse cenário, nota-se como ainda na contemporaneidade a impunidade se faz presente no ambiente esportivo.

Portanto, é imperativo amenizar tal óbice. Sendo assim, o Ministério da Cidadania deve implementar por intermédio de penalizações mais rigorosas para algozes que pratiquem atos racistas em eventos esportivos. Ademais, também deve realizar campanhas em meios escolares, com isso, a fim de conscientizar sobre o racismo presente no meio social e como isso afeta a vida de alguém. Exercendo tais medidas, o Estado concordará com a Constituição e irá impulsionar o meio social.