A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 13/05/2024
Historicamente, o racismo sempre foi um grande problema enraizado em diversas áreas da sociedade brasileira. Contudo, no esporte, isso vem se mostrando sucessivamente com diversas denúncias, como os recorrentes relatos de casos relacionados ao famoso jogador de futebol Vinicius Junior. Entretanto, é evidente que há diversos outros casos de discriminação no esporte como os que ocorrem com times pequenos ou só são relatados um tempo após acontecerem, que não tem a atenção que necessitam.
Em uma primeira análise, segundo uma matéria do g1,3 jogadoras do Tijuca Tênis Clube ouviram gritos de macaca em imitações durante uma partida contra o Curitiba vôlei, no Paraná. Sobre essa visão, percebe-se que o preconceito racial é mais frequente do que parece, sendo comum em variadas regiões do país. Assim, é fundamental que as autoridades regionais tomem as devidas medidas em relação aos envolvidos, pois isso é crime e eles devem lidar com as consequências.
Uma perspectiva complementar a essa foi o relato de Daiane dos Santos à revista Marie Claire, no qual ela disse ter sofrido racismo enquanto ainda jogava na seleção. De acordo com a atleta, as demais jogadoras não queriam nem usar o mesmo banheiro que ela. A mídia só tomou conhecimento sobre esse caso em 2021, sendo que sua última atividade profissional foi em 2012. Ela também disse que achava que não havia uma pessoa preta que não tivesse sofrido racismo na vida e o que acontecia é que muitas pessoas não entendiam o que estavam passando, não sabiam diagnosticar, mostrando o quão mascarado era o racismo. Diante disso, é notável a falta de reconhecimento de atos como este na época, reafirmando a importância para que as vítimas de racismo delatem o fato, junto aos órgãos competentes, para que tudo seja tratado segundo a lei.
Nesse sentido, as pessoas devem eliminar este problema no esporte brasileiro, por meio de ações de conscientização e discussões nos vários âmbitos da sociedade, com o intuito de diminuir os altos números de casos de preconceito racial. Por sua parte, os governantes precisam seguir as normas já estabelecidas e criar novas leis mais efetivas, para responsabilizar os culpados e assim diminuir situações como estas.