A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 10/05/2024

No futebol, a alta de casos de racismo foi de 106% - em 2020, foram registrados

31, contra 64 de 2021. De acordo com Marcelo Carvalho, diretor do Observatório

de Discriminação Racial, a conta de casos de racismo no futebol brasileiro até agosto deste ano chegou a 64. Ou seja, igualou o patamar de 2021. Há uma tendência de novo aumento para 2022. Os atos de preconceito no esporte brasileiro, além de diminuir os atletas fazem com que eles se desmotivem, e influencia aqueles que sonham em seguir com a carreira proficional no esporte. Diante a série de ataques que pessoas negras sofrem no esporte, elas acabam tendo pensamento de desistência, tazendo outros sentimentos como medo, insegurança e etc. O racismo é um problema estrutural da sociedade brasileira e se engana quem acha que a educação tem sido suficiente para tornar o preconceito mais ´´suave``.

Em geral, quando tratamos do racismo no esporte reduzimos, substancialmente, o debate a participação, ou não, do negro a uma modalidade esportiva. Os atos racistas vão desde ofenças como chamar o outro de macaco, ou até mesmo atirar babanas na direção dos esportitas negros. Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.532, que tipifica a injúria racial como crime de racismo, que já era considerado delito no país, pela Lei 7.716, de 1989. O Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para 2023 indica punição a casos de discriminação, que pode variar de uma advertência até a perda de pontos.

Dentro dessa lógica, o esporte serviu de legitimação do ideário racista, como forma de atenuação de movimentos anti-imperialistas. Para combater o racismo no esporte e necessàrio punições mais rígidas, federações, patrocinadores e poderes públicos foram algumas das medidas de combate ao racismo no futebol defendidas por senadores e debatedores em audiência pública da Comissão de Esporte e etc. O Governo Federal divulgou relatório do Grupo de Trabalho Técnico (GTT) de Combate ao Racismo no esporte. Por meio do esporte podem-se realizar competições onde se trabalham metodologias abordando características cooperativas e conceitos de respeito mútuo.