A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 14/05/2024

No século passado, um jogador de futebol chamado Carlos Alberto, passou pó de arroz na pele para aparentar ser branco para ser aceito por parte da torcida. Atualmente, casos de racismo no esporte, lamentavelmente, ainda ocorrem com frequência no Brasil. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: a ineficiência das leis e a desigualdade social.

Em primeira análise, o Brasil possui diversas legislações que visam coibir os casos racistas. Entretanto, é possível verificar diversos casos de preconceito racial, inclusive, no esporte. Nesse viés, jogadores negros, frequentemente, são alvos de ofensas e perseguições raciais, e isso pode se agravar quando seu desempenho durante a partida não está sendo satisfatório. Nesse sentido, de acordo com o livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, as leis brasileiras não alcançam o seu objetivo principal, ou seja, apenas criar legislações não é o suficiente para combater esses atos criminosos. Logo é necessário que haja mudanças.

Além disso, o aumento da disparidade socioeconômica agrava essa situação. Desse modo, a população negra e pobre, mesmo sendo uma grande parcela no Brasil, encontra dificuldades em seguir a carreira esportiva. Isso é reflexo da escravidão que ocorreu durante o século XVIII, e, mesmo após a abolição, com a criação da lei Áurea, os negros que até então eram escravos, não puderam usufruir das mesmas oportunidades das pessoas brancas. Ademais, conforme o escritor Ariano Suassuna, o Brasil é dividido em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Sob essa ótica, enquanto a sociedade e o Estado se manterem omissos perante a desigualdade social, esse problema jamais será resolvido.

Em suma, incluir a população negra no esporte é fundamental para a solução desse problema. Portanto, o governo federal, por meio da ampliação das cotas raciais, deverá obrigar os clubes esportivos a contratarem uma porcentagem mínima de atletas negros. Essa ampliação terá como objetivo a inclusão social das pessoas menos favorecida e a reparação de erros cometidos pela população durante a história de escravidão no Brasil. Por fim, esse desafio será dissolvido da sociedade brasileira.