A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 31/08/2025

Em 2015, após uma partida entre Atlético Mineiro e Cruzeiro, o atacante Allano foi alvo de mensagens racistas em suas redes sociais. Contudo, ao olhar para a história do esporte no Brasil, vê-se que esse não é um fator isolado, pois parte da população normaliza tal atitude. Diante disso, é possível observar a permanência do racismo no esporte brasileiro. Nesse ínterim, são visíveis dois fatores catalisadores: a negligência governamental e a aceitação do problema por parte da população.

Em primeira análise, deve-se considerar a negligência governamental como um problema a ser analisado, pois diante do dever do Estado de assegurar o direito de todos, é notório que falta a fiscalização das leis já impostas contra o racismo. Nesse cenário, na música “Que País é Esse” da banda Legião Urbana, é citado: “Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse?” Dessa forma, percebe-se a necessidade de combater-se tal problemática.

Ademais, outro fator a ser analisado é a aceitação da problemática por parte da sociedade, onde vê-se uma aplicação prática do Mito da Caverna de Platão, uma vez que quem pratica o ato racista acredita somente que sua opinião é correta e nenhuma mais vale e, parte da sociedade, aceita tal atitude, sem questionamentos. Um exemplo disso pode ser encontrado em uma música da torcida gremista na qual é citado “…chora macaco imundo!” Diante disso, é perceptível que tal problemática é encontrada ainda nos dias atuais.

Em suma, diante da negligência governamental, cabe ao Governo Federal revisar e reforçar as leis já impostas. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Educação atrelado ao Ministério das Comunicações, executar projetos antirracistas, como palestras e colocação de banners em escolas. Dessa forma, o pensamento racista de muitos será amenizado. Logo, atos como o acontecido com Allano serão diminuídos.