A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 20/05/2024

Em 2014, o caso de racismo com o goleiro Aranha marcou o Brasil, onde foi observado um triste ato de agressão verbal contra uma pessoa negra, porém a emissora pediu desculpas ao clube. Entretanto, os fatos não são anulados e é perceptível que o racismo no esporte brasileiro ainda é um grande problema, mesmo depois de 10 anos. Dessa forma, a falta de medidas jurídicas e a normalização dessas ações no esporte são problemáticas.

Nesse contexto, a tomada de medidas por parte da justiça é essencial, pois quando temos uma ação realmente efetiva de um órgão superior a situação é tratada com mais credibilidade. A falta de funcionamento das próprias leis estabelecidas na Constituição de defender a integridade do ser humano independente de cor, raça ou sexo é uma alerta de que as normas não são seguidas, mesmo que criadas.

Além disso, houve um consenso de que, no esporte, seria natural o xingamento. Muito comum observar diversas palavras sendo proferidas aos esportista, mas quando elas ofendem a condição humana é o ponto final do limite necessariamente estabelecido pela sociedade. O esporte está aceitando falas que saiem do ambito e da área do esporte, e chegam até a parte do preconceito. Segundo Maya Angelou, “O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível”. Assim, ela mostra que o racismo é um demônio que irá perseguir as pessoas negras até ele ser realmente curado.

Logo, em função da falta de exerção das leis e da invisibilidade escancarada do racismo, são necessárias medidas. Para isso, a justiça deve ter maior incisão nas decisões sobre atos racistas e a permanência extremamente atual deve desaparecer por meio de concientização das próximas gerações, onde não deve haver descriminação no esporte brasileiro.