A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 05/07/2024

Em 2024, três jogadoras negras do Tijuca Tênis Clube relataram ter escutado gritos de “macaca” em partida de vôlei, no Paraná, de acordo com site do G1. Embora criminalizado, o racismo, praticado desde a época da escravidão, ainda está presente em diversos esportes em torno do Brasil e do mundo. Consequente-mente, o desempenho esportivo e a saúde mental geral são prejudicados, pois os jogadores sofrem com constante discriminação em suas partidas. Dessa maneira, os casos frequentes de racismo devem ser combatidos a partir da conscientização coletiva da sociedade, para evitar sua permanência.

Primeiramente, cabe ressaltar que o Brasil é um dos países em que os jogadores mais sofrem racismo. A exemplo disso, também em 2024, parte da internet se mobilizou em apoio ao jogador brasileiro Vinícius Júnior, devido a casos que sofreu enquanto jogava na Europa. Mesmo que o crime não tenha ocorrido no Brasil, ele foi sofrido por um brasileiro negro, que, infelizmente, também pode ser discriminado dentro de seu próprio país. Dito isso, é válido considerar o caráter miscigenado e majoritariamente negro da população brasileira, tornando, por conseguinte, urgente tratar as ocorrências e as causas do racismo.

Em resposta a isso, visando o bem-estar dos brasileiros, dentro e fora do esporte, a população precisa entender seu caráter severo. Analogamente, em sua rede social “Twitter”, o cantor Gilberto Gil disse que “reconhecer o racismo no Brasil é passo fundamental para enfrentá-lo de forma mais efetiva”. Tal situação confirma que os eventos de discriminação racial não devem ser ignorados, mas sim enfatizados, para correta neutralização.

Portanto, para combater a permanência do racismo no esporte brasileiro, é necessário intervenção estatal. Dessa forma, cabe ao Ministério do Esporte, juntamente ao Ministério da Comunicação, investir em campanhas publicitárias que retaliem o racismo sofrido por jogadores esportivos. Através de propagandas veiculadas à televisão e às redes sociais, a população criará consciência da gravidade do preconceito racial e de seu caráter desrespeitoso. Somente assim, o racismo deixará de ser herança cultural da escravidão, e se tornará apenas uma lembrança negativa do sofrimento antepassado.