A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 17/07/2024
A Noruega é o pais com maior IDH do mundo, tendo em vista que são oferecidos bons serviços de educação, saúde, segurança e saneamento. De modo inverso, no Brasil, problemas como o racismo no esporte brasileiro provocam péssimos indica-
dores sociais quando comparados aos da Noruega. Nesse sentido, cabe a análise crítica disso, evidenciando as falhas estatais e a falta de informação.
Inicialmente, é imperioso pontuar, em primeiro plano, que o imbróglio contém re-
lação casuística com falhas estatais. Dentro desse aspecto, o sociólogo Bauman a-
firma que as instituições zumbis são aquelas que não deixaram de existir, mas que não cumprem sua função social. Percebe-se, dentro desse cenário, que o Estado é um exemplo dessa alusão, haja vista que há a ineficiência em punições de atos ra-
cistas e, por isso, os casos de discriminação aumentam, juntamente com a desi-
gualdade. Dessa forma, evidencia-se a incompetência governamental e a razão a-
cerca da realidade brasileira ser totalmente o oposto dos noruegueses em virtude do racismo em práticas esportivas.
Outrossim, cabe ressaltar que a falta de informação também é uma das causas da adversidade. Sobre isso, o filósofo e sociólogo Michael Foucault afirma que, “Há, na sociedade, a repetição de comportamentos sem a devida reflexão crítica dessa conduta”. Dessa maneira, quando não há a devida informação para conscientizar sobre a discriminação racial, têm-se consequências danosas à coletividade, tais quais o aumento da violência, seja ela física ou mental e a dificuldade de acesso a oportunidades, patrocínios e recursos dos atletas. Portanto, pela falta de informa-
ção acerca da intolerância racial no lazer ativo, vê-se a repetição do óbice em razão da ausência de reflexão crítica social evidenciada pelo filósofo.
Portanto, como solução, os Interlocutores da informação, como noticiários televi-
sivos e canais da imprensa em outras plataformas, com o suporte do Ministério da Justiça, devem promover campanhas que reforcem as punições de atos discrimina-
tórios, por meio de reportagens e palestras na TV aberta e nas redes sociais da Confederação Brasileira de Futebol. Isso para promover a informação social e tirar o Estado de sua inércia governamental. Logo, a segregação racial na prática espor-
tiva será intermediada no século XXI.