A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 20/08/2024

Em “camisas negras”, canção de Marcelo Parceiro, tem-se uma denúncia social sobre o preconceito racial, sobremodo nos versos “Eu já lutei por negros e operários; Eu tive que lutar contra o teu racismo”, os quais reverberam a permanência do racismo no esporte brasileiro, consoante isso, anos após o lançamento dessa música, a realidade ainda persiste no País. Assim, é válido analisar a falta de políticas públicas e a ineficácia do judiciário ao aplicar as leis, os quais se configuram como um indubitável problema social, e isso demanda intervenção das autoridades competentes.

Outrossim, o artista Bob Marley, disse em uma de suas falas: “Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos, haverá guerra”, a qual evi-dencia a falta de políticas públicas voltadas para a questão racial, sobretudo o es-porte nacional, quando dados levantados em Abril de 2023, pela CNN Brasil, canal de notícias, apontam que 41% dos atletas negros nacionais sofreram racismo, dado extremamente preocupante, tendo em vista que a igualdade racial é um direito internacional. Dessa forma, medidas devem ser efetivadas para sanar o problema.

Outro fato a ser analisado é uma carta escrita por Martin Luther King, enquanto estava preso, a qual dizia: “a injustiça num lugar qualquer é ameaça à justiça em todos os lugares”, a qual reflete a ine-ficácia do judiciário ao aplicar a leis e, conse-quentemente, permitindo que o racismo aconteça. Diante disso, dados da Secretaria de Segurança Pública, evidenciam que 67% dos crimes registrados por racismos no ano de 2022 foram arquivados pelo judiciário sem solução do pro-blema, fato alar-mante, tendo em consideração a urgência dessa demanda social. Desse modo, ações devem ser realizadas para erradicar essa barreira.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o legislativo e o judiciário, promover campanhas de conscientização sobre o racismo, além de reforçar e fiscalizar as leis existentes, por meio de projetos comunitários que ensinem os jo-vens a importância de combater o racismo e, pro-jetos de lei que endureçam as pe-nas para os transgressores, com a finalidade de por fim à doença chamada racismo. Ademais, ao contrário da canção de Marcelo Parceiro, não será mais preciso se preocupar com o racismo no esporte brasileiro.