A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 18/08/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê , em seu artigo 5°, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática quando se observa a permanência do racismo no Brasil. Mediante ao exposto, faz-se imperiosa a análise quanto ao racismo enraízado na sociedade e a elitização do acesso aos esportes, visando minimizar os impactos dessa problemática.

A princípio, é lícito apontar que o preconceito racial afeta muitos profissionais do esporte. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbies, ao dizer que " O homem é o lobo do homem", exemplifica a realidade vivida por muitos esportitas, na medida em que são rebaixados por seus semelhantes, membros do mesmo corpo social. Em vista disso, é fulcral que os entidades de influência, como os clubes de futebol, repugnem atos contra a equidade entre as raças, a qual representa um dos alicerces do ideal de nação democrática, uma vez que todos os indivíduos precisam desfrutar dessa garantia. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure no país.

Ademais, o racismo nas atividades esportivas é agravado pela ineficiência de investimentos públicos. De acordo com o filósofo John Locke, esse cenário configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir a igualdade racial. Por conseguinte, a população preta, devido à processos históricos como a escravidão, é em sua maioria de baixa renda e, assim sendo, possuem sua representatividade restrita nos desportes, visto que o governo falha em oferecer locais e programas voltados para democratizar essas práticas, ao não direcionar os impostos pagos pela população, o que dificulta a redução dessa violência. Dessa forma, é necessário mitigar essa assimetria social.

Depreende-se, a urgência de combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Justiça, responsável por contribuir para a segurança coletiva, através de verbas autorizadas pela União, deve promover campanhas contra o racismo em jogos de diferentes categorias, a fim de defender possíveis vítimas. Paralelamente, o Ministério da Educação deve incentivar atividades esportivas nas escolas públicas, criando projetos para profissionalizar mais jovens pretos. Assim, o Brasil será um país que assegura o bem-estar dos cidadãos.