A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 20/08/2024
Em “camisas negras”, canção de Marcelo Parceiro, tem-se uma denúncia social sobre o preconceito racial, sobremodo nos versos “eu já lutei por negros e operários; eu tive que lutar contra o teu racismo”, os quais reverberam a permanência do racismo no esporte brasileiro. Consoante isso, anos após o lançamento dessa música, a realidade ainda persiste no país. Assim, é válido analisar a falta de políticas públicas e a ineficácia do judiciário ao aplicar as leis, os quais se configuram como um indubitável problema social, e isso demanda intervenção do poder público.
Outrossim, a falta de políticas públicas voltadas para a questão racial possibilita a existência de crimes no ambiente esportivo, como o racismo. De maneira análoga, o artista Bob Marley, disse em uma de suas falas: “Enquanto a cor da pele for mais importante do que o brilho dos olhos, haverá guerra”. Desse modo, a prática do racismo pela sociedade tornou-se algo habitual nos dias hordienos, tendo recebido mais importância do que demandas sociais, mesmo após anos da abolição da escravatura. Dessa forma, medidas devem ser efetivadas para sanar o problema.
Outro fato a ser analisado é uma carta escrita por Martin Luther King, enquanto estava preso, a qual dizia: “a injustiça num lugar qualquer é ameaça à justiça em todos os lugares”, a qual reflete a ineficácia do judiciário ao aplicar as leis e, consequentemente, permitindo que o racismo aconteça. Seguindo o raciocínio, a falta de eficiência do judiciário na resolução de crimes como o racismo, gera uma sensação de insegurança aos cidadãos. Diante disso, ações devem ser realizadas para erradicar essa barreira.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com o legislativo e o judiciário, promover campanhas de conscientização sobre o racismo, além de reforçar e fiscalizar as leis existentes, por meio de projetos comunitários que ensinem os jovens a importância de combater o racismo e projetos de lei que tornem rígidas as penas para os transgressores, com a finalidade de por fim à doença chamada racismo. Ademais, ao contrário da canção de Marcelo Parceiro, não será a mais preciso se preocupar com o racismo no esporte brasileiro.