A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 23/08/2024

A escravião, que durou 388 anos no Brasil, foi um regime de trabalho forçado no qual homens e mulheres negras eram considerados de seus senhores. Foi um dos fenomenos que induziu a discriminação racial. De maneira análoga a isso, a permanência do racismo no esporte brasileiro. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a inutilização da lei dos Direitos Humanos, e a negligência governamental.

Em primeira análise, evidencia-se a ausência de utilização da declaração universal dos direitos humanos. Segundo o artigo 1º da DUDH, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. De acordo com um relatório feito pela Globo, em novembro de 2020, houve um aumento de 52% nos casos de racismo no futebol brasileiro. Nesse contexto, nota-se que os direitos fundamentais para o exercício da cidadania não está sendo eficaz.

Além disso, é imprescindível ressaltar a ineficiência do governo como fator agravante do reconhecimento social em questão. Sob essa ótica, segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado é o pilar inicial de uma nação, isto é, constitui o meio correferido á atenuação das mazelas sociais. Consoante a isso, é perceptível que o governo federal permanece ineficaz a respeito da permanência do racismo no esporte brasileiro. Como efeito, enquanto persistir a insuficiência governamental, o racismo continuará a crescer.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a permanência do racismo no esporte brasileiro. Dessa maneira, urge que o governo federal, que é o orgão responsável pela constituição, adotar novas medidas, como criação de leis, por meio do poder legislativo, a fim de que todos os direitos à igualdade e à dignidade, escritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, possam ser efetivados.