A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 02/09/2024
No início do século XX, quando o futebol havia chegado ao Brasil, o esporte era permitido apenas para a elite branca, de modo que os negros não pudessem jogar. Já na contemporaneidade brasileira, o racismo segue sendo um dos problemas enfrentados pelo país no âmbito do esporte. Nesse contexto, tal realidade se deve tanto às raízes históricas, quanto à lacuna educacional acerca da questão.
Em primeiro plano, cabe destacar o legado histórico do Brasil como um dos fatores para a permanência de comportamentos racistas nos esportes. Após a abolição da escravidão, por exemplo, não houve qualquer amparo para a inserção dos ex-escravizados na sociedade, o que reforçou o pensamento racista presente no país desde a colonização. Dessa forma, a população negra encontra empecilhos para obter espaço até os dias atuais, o que reflete diretamente no esporte, como fruto do racismo estrutural. Assim, é preciso que medidas sejam tomadas para possibilitar a inclusão dessa comunidade e evitar episódios racistas.
Além disso, a precariedade do ensino, no que tange o tema em questão, é determinante para a problemática. Segundo Helen Keller, “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Por isso, entende-se que, em um cenário em que as escolas não educam os alunos para as questões raciais, a intolerância permanece e se propaga, chegando ao âmbito esportivo. Logo, tem-se a educação como chave para mitigar o problema, abordando o aspecto histórico-social e desenvolvendo o pensamento crítico dos estudantes.
Portanto, as atitudes racistas nos esportes devem-se ao contexto histórico do país e à insuficiência educacional sobre o tópico. Diante disso, o Ministério do Esporte deve, por meio de investimento financeiro, criar políticas públicas inclusivas, que incentivem e possibilitem a integração de pessoas negras nos esportes, especialmente daquelas desfavoráveis economicamente. Ademais, o Ministério da Educação deve, por meio da capacitação de professores da área de humanas, promover aulas nas escolas que eduquem os alunos para as questões étnico-raciais. Tais medidas têm como objetivos reparar os danos históricos do problema e conscientizar a população acerca do assunto. Somente assim, será possível se distanciar da realidade do século XX no Brasil.