A permanência do racismo no esporte brasileiro
Enviada em 08/10/2024
A Constituição brasileira de 1988, prevê em seu artigo 5º o direito a igualidade de todos os cidadãos, sem qulquer distinção de raça, gênero, religião e etc. No entanto, esse direito tem sido violado para dezenas de pessoas no âmbito esportivo. Portanto, é preciso analisar como a negligência governamental e o racismo estrutural são fatores impulsionadores para esse problema.
A priori, é necessário observar como o descaso Estatal faz com que a permanência da discriminação seja possível. Uma pesquisa realizada pelo G1, revelou que no ano de 2023, das 87 denúncias registradas, apenas 24 delas tiveram um encaminhamento adequado. Exemplificando de que forma o Estado se torna um dos principais originadores da manutenção da hostilidade no esporte do país.
Em uma segunda análise, é importante ressaltar que o racismo enraízado na sociedade é outra forte questão que serve como barreira para o cumprimento da lei. O documentário da Netflix “Vini Jr.”, revelou não apenas a luta que o jogador crava contra o racismo no meio esportivo, mas também como essa luta é antiga. Apontando e comparando inúmeros movimentos e protestos realizados por jogadores durante a história. Tornando nítido, como a discriminação racial impregnada na sociedade contemporânea é um causador dessa permanência.
Diante do exposto, é de dever do Poder Legislativo criar uma lei rígida e específica para a discriminação dentro de centros esportivos e contra qualquer atleta, gerando não só uma punição adequada para quem a praticar, mas também uma reflexão entre todos os torcedores preconceituosos. Para que seja sanada a manutenção da violação do princípio constitucional e a permanência do racismo no esporte brasileiro.