A permanência do racismo no esporte brasileiro

Enviada em 30/10/2024

Na frase de Desmond Tutu “Se você fica neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor”, mostra o cenário alarmante da falta de legislações efetivas, bem como a perpetuação do racismo que vêm ocasionando a permanência do racismo no esporte brasileiro. Reflexo da sociedade, a frase retrata a problemática ainda existente denota a importância de políticas públicas, já que a falta de participação social associada ao desinteresse em combater a persistente do racismo no esporte brasileiro, têm fragilizado a cidadania. Nesse ínterim, é fundamental discutir o óbice que permeia a conjuntura social.

Nesse contexto, é válido reconhecer como o preconceito racial nos esportes é uma ocorrência atual. Isso, infelizmente, é uma consequência direta da persistência de costumes da era da escravocrata. Além disso, é por causa dessa bolha sociocultural que a alienação é formada: ao presenciar o crescimento gradativo e frequente do racismo no esporte brasileiro, as pessoas tendem a habituar-se a ele. De acordo com a escritora francesa Simone de Beauvoir, vive-se uma realidade firmada no senso comum, em que o conhecimento popular, adquirido pela observação e repetição de questões, forma estereótipos. Paralelamente, percebe-se que o indivíduo, inserido nesse panorama, é condicionado a padronizar o racismo como um fato cotidiano e normal, seguindo alienado.

Por conseguinte, notou-se um aumento gradativo de casos de racismo em 2021, com o retorno dos torcedores aos estádios brasileiros, após a pandemia. Conforme a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel, ocorre quando o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob esse prisma, entende- se que, ao analisar a permanência do determinismo e do preconceito racial nos esportes, o ser humano inclina a adotar essa “Atitude”, tornando-se passivo e inerte com a problemática.